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Mostrando postagens de outubro, 2023

Festa no Quintal

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O Domingo seguia sua rotina calmamente, nada que indicasse um normal diferente. Eu buscava uma história para contar, quando ouvi a sabiá laranjeira cantar. Naquele dia o quintal estava barulhento, a bicharada não deu sossego um momento. Aqui tem aparecido todo tipo de animal, mas nenhum deles pertence ao quintal. Apesar de ser uma área bem urbanizada, para cá existe uma migração da bicharada. Os passarinhos fazem filas nas bananas onde as sabiás imperam soberanas. Saíras, bem-te-vis e sanhaços estão na fila, mas os terríveis saguis são os donos da bola. Gatos e galinhas dividem restos de pães  juntamente com rolinhas, pardais e cães. Um filhote de gambá apareceu por aqui mas um jacu o botou para correr daqui. No momento está tudo Silenciosamente, pois bateu uma calmaria repentinamente. A causa foi o jogo de futebol na televisão, e os fogos de artifícios de comemoração. Não sobrou bicho para eu contar história, só ficou uma joaninha na folha da jibóia. E amanhã cedinho começa tudo n...

Meu caminho

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  Sempre me mostraram o caminho do bem, aprendi que nesse caminho cada topada  serve de impulso para uma nova caminhada. Faz parte mover pedras encravadas também, e aparar as que são atiradas por alguém. Esse caminho não é particular, ele é livre para quem quiser passar.                            Nilceia Herculano   

Poesiazinha

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  Eu sou uma poesiazinha, que muita gente só vê e muito pouca gente lê. A mensagem que trago é pequenininha, mas pode mudar uma vida inteirinha. Paz, amor e fraternidade, é  de que precisa a humanidade.                        Nilceia Herculano 

Simplesmente Criança

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    Quando eu era simplesmente criança,  queria fazer um buraco profundo no chão.  Porque eu tinha uma leve esperança  de ir parar lá no Japão. Quando eu era simplesmente criança, à noite olhava para céu em qualquer rua. Porque eu tinha uma leve esperança de ver o  falado São Jorge da lua. Quando eu era simplesmente criança, olhava para a chuva com um sorriso. Porque eu tinha uma leve esperança de chupar pedrinhas de granizo. Quando eu era simplesmente criança, gostava quando caía um temporal. Porque eu tinha uma leve esperança de pôr barquinhos n'água do quintal. Hoje, rezo e espero que não caia temporal,  e  chuva de granizo ninguém merece não. Hoje, eu vejo o céu em tecnologia digital , e chego ao Japão pela palma da minha mão.                   Nilceia Herculano