Hoje me pus a pensar sobre meu poema infância. Como mudou o lugar! Casas,...pessoas,...inocência. Nem pique e nem bandeirinha, o som automotivo venceu. O já ganhei pela tardinha, agora é só perdeu,...perdeu. Hoje a lua é a televisão, não existe mais o breu. Vaga-lume vaga não, já que a luz se acendeu. Nem pensar em pique-esconde só tem muro e cadeado. Vai se esconder aonde, se só tem portão fechado? Meu quintal ainda resiste, e já não passa enxurrada. Hoje galeria existe sob a rua asfaltada. Hoje está urbanizado, e é um privilégio morar, entre o cinza concretado que deixa o verde aflorar. O jeito de brincar mudou e as expressões verbais também...