Minha Mãe


 

Minha mãe fazia o café pontualmente, 

aliás, cozinhava divinamente. 

Minha mãe cantava uma manchinha 

e costurava na sua máquina pretinha. 

Ela aprovava as amizades de seus filhos, 

e costumava não colocar empecilhos. 

Com minha mãe aprendi a cozinhar 

e posteriormente também a costurar. 

Com ela aprendi fazer a limpeza da casa, 

e a casa do botão de uma blusa. 

Minha mãe fazia arroz bem soltinho 

e também um arroz doce durinho. 

Ela fazia abobrinha bem batidinha, 

e sempre picava a couve bem fininha. 

Muitas vezes chamava a gente pelo apelido, 

e quando zangada, pelo nome todo. 

Meu último presente das mães marcou;

um espremedor de laranjas que ela amou!

O tempo passou e viramos também amigas, 

resolvíamos problemas sempre unidas. 

Eu ouvia muito os conselhos dela, 

mas também dava alguns para ela. 

Minha mãe se foi dessa vida há tempos, 

e deixou comigo vários ensinamentos. 

Sinto que fui motivo de orgulho para ela

e trago comigo muitos dos traços dela.

Sem desmerecer qualquer mãezinha;

todos deveriam ter uma mãe como a minha.


                              Nilceia Herculano 

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