Mundo Cor de Rosa
exalando um perfume floral,pelo quintal.
Fazendo meu dever de casa numa mesinha,
eu sentia o aroma do café, vindo da cozinha.
Minha mãe fazia o café pontualmente
aliás, cozinhava divinamente!
De matemática só faltava resolver um problema,
mas eu ainda teria que ler "Iracema ".
Lá de fora veio um grito de gol:
era meu pai, ouvindo o jogo de futebol.
Ele tinha um radinho à pilha,verde ,
e muitas vezes quase o derrubei da parede.
Carrinhos de rolimãs desciam a ladeira,
eram meus irmãos, na brincadeira.
E quando a temporada de pipas chegava
até a puxar a linha das árvores eu ajudava.
Eles não ligavam muito para o dever,
achavam que já sabiam ler e escrever.
E, ficavam de castigo sempre no final da aula ,
fazendo o dever de casa ,lá na escola.
Nem era por querer que não faziam,
era tanta euforia, e eles se esqueciam.
Só quando a Siderúrgica indicava a hora
é que toda a criançada da rua ia embora.
Iam juntos comprar o pão na padaria,
porque ir sozinho ninguém nunca queria.
Pois no caminho havia um cachorro que latia,
corria e rosnava muito ,mas não mordia...
Às dez horas da noite meu pai desligava a televisão,
ele era muito rígido nessa questão.
E todo mundo tinha que se deitar,
torcendo para o dia seguinte chegar.
E cada um tinha o seu motivo,
e o meu era viajar na história de um livro.
Os dias até pareciam que eram iguais,
mas não nos entediávamos jamais.
Ignorávamos os problemas do mundo ,
e vivíamos um mundo em um segundo.
Obs:"éramos felizes, e sabíamos".


Comentários
Postar um comentário