O barulho da chuva na telha francesa, abafava o ruído dos dados sobre a mesa. Minha mãe cantava uma marchinha e costurava na sua máquina pretinha. Aprovava as amizades dos seus seis filhos, costumava não colocar empecilhos. Tínhamos nossas liberdades, mas não com permissividades. Meu pai folgava toda segunda-feira e o grito do silêncio era na terça-feira! Em dias chuvosos, nas férias de Janeiro, rodadas de dominós eram o dia inteiro. Alguns traziam seus cadernos já ralos, pois teríamos adedanhas nos intervalos. Já o jogo do bafo de figurinhas tinha sua vez somente às noitinhas. E por essas horas às vezes a luz se apagava, e quando voltava todo mundo gritava! A vizinha espreitada na janela, chegara com sua sombrinha amarela. Ela sempre trazia uma broinha, planejava ficar até à tardinha. Sob a chuva no varal havia um lençol, fizeram uma simpatia em busca do sol. Rabiscaram um sol na terra molhada, para a chuva dar uma...