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Os Anos

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 Alguns jardins por onde acaso passei ,  eu contava meu tempo como o de um colibri.   Hoje não conto mais os anos que vivi  ,  mas sim as flores do jardim que plantei.                      Nilceia Herculano                        

Sobre a Vida

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 Alguns não se sensibilizam com a dor alheia,  fecham os olhos, endurecem seus corações  e são avessos a lamentações.  Pensar que são coisas da vida alivia a consciência e sustenta a hipocrisia.  E assim, vão embora dessa vida; sem ter sentido, ouvido ou visto quase nada.                      Nilceia Herculano 

Longe do Ninho

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Quem perde a sua moradia,  se iguala a um filhote de passarinho  que fatalmente cai do ninho.  É bater asas sem penas em agonia,  e ficar à mercê da pena alheia.  É esperar que alguém tenha compaixão  e o coloque de volta ao ninho, longe do chão.                      Nilceia Herculano    

Jardim da Vida

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No jardim pedregoso de terra batida é correto arrancar alguns capins  para que  não sufoquem os jasmins, e prejudiquem toda a sua florada.  Mas , existe um jardim ardiloso na vida,  onde certas palavras ferem como espinhos.  Sufocam e são ervas daninhas nos caminhos, e prejudicam os passos de uma caminhada.                      Nilceia Herculano   

Na Calada da Noite

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 Dizem que a noite é perversa ,  e uma simples dúvida amedronta   a alma e o sono espanta.   Mas, em sua forma adversa   ela propicia uma boa conversa.   Dá para colocar uma prosa em dia.  Na calada da noite eu faço uma poesia.                      Nilceia Herculano  Obs: é só  uma poesiazinha... Muita gente conversa à noite, dorme, acorda, trabalha e vive.É assim mesmo...                      

Ondas da Vida

As ondas são quase como a vida da gente,  que sem sombra de dúvida  é cheia de idas e vindas.  Às  vezes se sacolejam subitamente,  e posteriormente se acalmam sutilmente.  Elas vão...,vem...,se desdobram... Só que vidas quando se vão...,não voltam.                          Nilceia Herculano   

O Homem das Panelas

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 Quando bateram palmas junto ao portão,  logo meu irmão foi em sua direção.   Vi que era um homem que vendia panelas,    e que segurava nas mãos algumas delas.  O vendedor era educado ,e sorridente ,  e pediu para entrar gentilmente.   Meu irmão disse para ele que não,   e que nós não tínhamos autorização.   Meus pais haviam saído para o trabalho   e estávamos com meu irmão mais velho.   Mas mesmo assim ele se adentrou   e as negativas de meu irmão ignorou.  Ele colocou variadas panelas sobre a mesa,   e já foi mostrando sua praticidade e beleza.   O Homem usou sua lábia de vendedor,  expôs o produto de um modo encantador.   Meu irmão recusava categoricamente,   porém o vendedor insistia teimosamente.  E quando ele se cansou de ouvir não,  deixou um kit para mera demonstração.   Meus pais não eram obrigados a ficar...